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O regime cubano prolongou para nove dias o ciclo de distribuição de água na cidade de Ciego de Ávila, uma medida que afeta diretamente a vida cotidiana de seus habitantes e que reflete a gravidade da crise hídrica que enfrenta a região.
A medida, qualificada como um "mal necessário" pelo jornal oficialista Invasor, responde ao estado crítico do aquífero de Ruspoli, uma das principais fontes de abastecimento da sede provincial, que desde 2020 evidencia uma diminuição constante em seus níveis de água.
Segundo autoridades da Empresa de Aproveitamento Hidráulico de Ciego de Ávila (Eahca), desde o final de 2024 o poço opera abaixo do nível crítico, o que significa que está sendo extraída água de reservas estáticas, uma situação insustentável a longo prazo.
Ante este cenário, decidiu-se restringir o uso do aquífero, mantendo-o apenas como fonte para algumas áreas rurais, enquanto a cidade principal começou a ser abastecida pela Bacia Sul, através de infraestrutura de emergência criada em 2017.
A prolongação dos ciclos de abastecimento também impacta entidades econômicas, sociais e agrícolas, muitas das quais precisam reorganizar suas atividades devido à falta de água.
Nas áreas rurais abastecidas pelo aquífero, estão sendo incentivados cultivos de menor demanda hídrica, como a mandioca e a manga, em uma tentativa de adaptação.
Apesar dos esforços para monitorar o aquífero com sensores automáticos instalados por meio de projetos internacionais como Euroclima Plus, a situação continua crítica.
Entre 2020 e a presente data, 24 dos 30 meses considerados "chuvosos" registraram precipitações abaixo da média histórica, o que impede a recarga natural do aquífero, destacou a fonte citada.
Enquanto isso, a população enfrenta as consequências da escassez: maiores tempos de espera para a distribuição, necessidade de armazenamento em condições pouco higiênicas e uma crescente sensação de insegurança em relação ao acesso a um recurso vital.
Especialistas insistem na necessidade de fortalecer as campanhas de educação ambiental e uso racional da água, especialmente em comunidades e escolas.
No entanto, a prolongação dos ciclos de fornecimento revela a incapacidade do regime cubano de garantir serviços básicos diante de fenômenos climáticos que, embora previsíveis, não foram geridos com a devida antecipação.
Em 2023, a falta de chuvas provocou que quase 50 mil habaneros ficassem sem abastecimento de água potável. A situação em Havana — uma das áreas mais densamente povoadas do país — revelou a falta de investimento contínuo na infraestrutura hidráulica, agravada pela deterioração dos sistemas de bombeamento e distribuição.
Em 2024, a seca voltou a ser notícia ao deixar a maior represa de reserva de Cuba com apenas 15% de sua capacidade, o que limitou ainda mais as possibilidades de irrigação agrícola e abastecimento humano.
Essa diminuição crítica do armazenamento de água evidenciou a falta de planos efetivos de contingência por parte do regime, em meio a um ciclo climático que se repete ano após ano sem que sejam executadas ações sustentáveis de mitigação.
No entanto, em fevereiro passado, e apesar do cenário hídrico desfavorável, o governante Miguel Díaz-Canel insistia em apresentar números otimistas sobre a produção de carne e leite de búfala, desconectados da realidade de milhares de famílias que ainda enfrentam escassez de água e alimentos.
Perguntas frequentes sobre a crise hídrica em Ciego de Ávila
Por que se alongou o ciclo de distribuição de água em Ciego de Ávila?
O regime cubano decidiu prolongar para nove dias o ciclo de distribuição de água em Ciego de Ávila devido à crise hídrica que enfrenta o aquífero de Ruspoli, que opera abaixo do nível crítico desde o final de 2024. Esta medida foi implementada como um "mal necessário" para lidar com a escassez de água e evitar a extração excessiva de reservas estáticas.
Como a escassez de água afeta a população de Ciego de Ávila?
A escassez de água em Ciego de Ávila afeta significativamente a vida cotidiana de seus habitantes, que enfrentam maiores tempos de espera para o abastecimento, necessidade de armazenamento em condições pouco higiênicas e uma crescente sensação de insegurança sobre o acesso a esse recurso vital. A prolongação dos ciclos de fornecimento também impacta entidades econômicas, sociais e agrícolas que precisam reorganizar suas atividades.
Que medidas estão sendo tomadas para enfrentar a crise hídrica em Ciego de Ávila?
Para enfrentar a crise hídrica, foi restringido o uso do aquífero de Ruspoli e foi implementado um fornecimento a partir da Bacia Sul por meio de infraestrutura de emergência. Além disso, nas áreas rurais, estão sendo promovidos cultivos de menor demanda hídrica, como a mandioca e a manga. No entanto, essas medidas são insuficientes, e problemas como apagões contínuos e vazamentos nas tubulações destacam ainda mais a situação.
Que papel desempenham as condições climáticas na crise de água em Ciego de Ávila?
As condições climáticas, especialmente a falta de precipitações, têm sido um fator chave na crise hídrica que Ciego de Ávila enfrenta. Entre 2020 e a data, 24 dos 30 meses considerados "chuvosos" registraram precipitações abaixo da média histórica, o que impediu a recarga natural do aquífero de Ruspoli e agravou a escassez de água na região.
Como tem respondido o regime cubano à gestão da água em Ciego de Ávila?
A gestão da água em Ciego de Ávila por parte do regime cubano tem sido criticada por sua incapacidade de garantir serviços básicos diante de fenômenos climáticos previsíveis. Embora tenham sido instalados sensores automáticos para monitorar o aquífero por meio de projetos internacionais como Euroclima Plus, a falta de previsibilidade e gestão eficaz deixou em evidência a ineficácia do regime para enfrentar a crise hídrica.
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