Parlamento Europeu reconhece Edmundo González como presidente legítimo da Venezuela

"Os venezuelanos queremos o mesmo que os europeus conseguiram: viver em liberdade e democracia", disse González.

  • Por redação da CiberCuba

Edmundo González © Edmundo González / Twitter
Edmundo GonzálezFoto © Edmundo González / Twitter

Vídeos relacionados:

O Parlamento Europeu reconheceu na quinta-feira o candidato opositor Edmundo González Urrutia como "presidente legítimo" da Venezuela.

A resolução, não vinculativa, foi aprovada com 309 votos a favor do Partido Popular Europeu, dos ultraconservadores e da extrema direita; recebeu 201 votos contra e 12 abstenções.

O texto reconhece o líder opositor González Urrutia como "presidente legítimo e democraticamente eleito da Venezuela" e a María Corina Machado como "líder das forças democráticas".

"Os venezuelanos queremos o mesmo que os europeus conseguiram: viver em liberdade e democracia", apontou o líder político em um vídeo postado em sua conta no Twitter.

A Eurocâmara expressou sua "condenação enérgica" ao "fraude eleitoral orquestrado" pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nas eleições de julho, ao confirmar a "vitória" do ditador Nicolás Maduro, e pede ao alto representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell, que restabeleça as sanções contra membros do CNE.

"O respeito à vontade do povo venezuelano, manifestada nas eleições, continua sendo a única via para que a Venezuela restabeleça a democracia, permita uma transição pacífica e autêntica e resolva a atual crise humanitária e socioeconômica", disseram os eurodeputados.

"Se no ocorrer uma transição pacífica de poder e o restabelecimento da democracia até 10 de janeiro de 2025, haverá um novo êxodo migratório para outros países da região, semelhante ao que levou cerca de oito milhões de venezuelanos a fugir do país nos últimos anos", alertaram.

Desde a Venezuela, a líder da oposição María Corina Machado agradeceu à instituição europeia.

O Parlamento Europeu foi mais longe do que o Conselho da União Europeia, que no final de agosto decidiu não reconhecer Maduro como presidente, mas também não reconheceu Edmundo González.

O dirigente opositor, que teria derrotado Nicolás Maduro nas eleições presidenciais, deixou a Venezuela e partiu para a Espanha, onde lhe foi concedido asilo político.

Dias depois, afirmou que foi forçado a assinar uma carta aceitando uma decisão do Supremo Tribunal da Venezuela que confirma a vitória de Maduro.

"O firmava ou enfrentava as consequências", declarou em um comunicado.

González relatou que o ocorrido aconteceu na residência do embaixador da Espanha em Caracas, onde estavam a vice-presidente Delcy Rodríguez e seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e apresentaram uma carta que ele deveria assinar.

"Siguieron horas muito tensas de coerção, chantagem e pressão", acrescentou o opositor, que naquele momento pensou que seria mais útil em liberdade do que preso.

COMENTAR

Arquivado em: