Delegação dos Estados Unidos viaja de surpresa para a Venezuela

As relações diplomáticas entre Caracas e Washington estão rompidas há mais de três anos.

Joe Biden / Nicolás MaduroFoto © Twitter Joe Biden / Twitter Nicolás Maduro

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Uma delegação diplomática dos Estados Unidos viajou surpresa a Caracas para discutir supostos acordos entre os dois países relacionados ao fornecimento de petróleo.

As relações diplomáticas entre Caracas e Washington estão rompidas há mais de três anos, quando em 2019, Donald Trump reconheceu o líder opositor Juan Guaidó como presidente da Venezuela e endureceu as sanções contra o governo de Nicolás Maduro.

The New York Times informou que a viagem dos diplomatas americanos na noite deste sábado foi programada em muito pouco tempo. Destacou que ocorre em meio à escalada de tensões no conflito bélico entre a Rússia e a Ucrânia.

Apontaram que na pauta de assuntos a serem tratados estava a liberdade dos seis diretores de nacionalidade americana da Citgo, filial da Petróleos de Venezuela, e um suposto interesse de Washington em substituir parte do petróleo que importa da Rússia pelo crude da PDVSA.

Outra fonte que confirmou as supostas negociações foi a jornalista e apresentadora Trish Regan.

Funcionários americanos iniciaram reuniões em Caracas, Venezuela, no sábado à noite. Disseram que as discussões "estavam indo bem". Ambas as partes esperam retomar um ambiente comercial mais normalizado. Isso pode ser importante… É possível que em breve vejamos um hemisfério ocidental realinhado e mais unificado", disse no Twitter.

O governo de Nicolás Maduro, assim como o de Cuba e Nicarágua, deu indícios de apoio a Vladimir Putin em sua decisão de invadir a Ucrânia.

"Sustentei uma conversa telefônica com o presidente, Vladimir Putin, reiterei a condenação da Venezuela às ações desestabilizadoras da OTAN. Reafirmei a firme disposição em favor do entendimento e do diálogo, como forma de preservar a Paz", disse Maduro no Twitter em 1º de março.

A postura de Juan Guaidó é diametralmente oposta à de Maduro. Em suas declarações como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, destacou seu apoio ao governo da Ucrânia.

"La ameaça autoritária é uma realidade, não se pode tolerar aqueles que desafiam a existência das nações. Nosso reconhecimento a toda a Ucrânia e ao seu Presidente Volodimir Zelenski. A Venezuela luta até alcançar a democracia, é somente nela que há garantias para a vida", disse esta sexta-feira no Twitter.

A visita dos diplomatas americanos a Caracas pode marcar uma reviravolta nos acontecimentos atuais do conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia.

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