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A presidenta do Conselho de Defesa Municipal, Dayamis Silva Lara, confirmou que a cesta básica continua sendo transportada por meio de um sistema misto, onde os produtos chegam em caminhões até onde o caminho permite e, a partir daí, devem ser carregados por carregadores que os distribuem entre as comunidades serranas. Uma imagem que revela a magnitude dos danos e a fragilidade dos caminhos rurais do Turquino.
Em seu relatório, Silva Lara explicou que os carregadores sobem centenas de pés de elevação por longas jornadas para garantir que a cesta básica chegue a famílias que continuam praticamente incomunicadas.
O problema não é exclusivo de Pilón. Nas províncias orientais, a passagem de Melissa deixou um rastro de caminhos bloqueados, pontes erodidas e comunidades isoladas. Em Santiago de Cuba, as autoridades relataram vias cobertas por deslizamentos, rios transbordados e interrupções que dificultaram o acesso até mesmo a áreas de evacuação.
As afetaciones foram catalogadas como severas em povoados como El Cobre, onde a destruição de estradas deixou vários bairros em situação crítica.
Além disso, diversos relatos apontaram que a restauração das vias avança lentamente devido à falta de recursos, à complexidade do terreno montanhoso e ao deterioramento anterior da infraestrutura.
Em vários municípios do leste, ainda persistem cortes, trechos intransitáveis e caminhos onde apenas equipamentos especializados podem operar, o que mantém centenas de famílias dependendo de soluções improvisadas para acessar alimentos e serviços básicos.
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