A apresentadora e advogada María Victoria Gil Fernández confirmou que suas contas bancárias na Espanha foram submetidas a uma investigação por lavagem de dinheiro.
A medida, conforme relatou em entrevista concedida à nossa redação nesta quarta-feira, foi comunicada a ele em uma filial do Banco Sabadell (Praça Espanha) quando ele foi gerenciar a conta da comunidade do edifício que preside.
“Você está sujeita a investigação de lavagem de dinheiro até que todas as suas contas sejam verificadas em Madrid”, disseram que o informaram; dias depois, ela afirma que o banco revisou seus movimentos, autorizou a operação e pediu desculpas, uma vez que se tratava de um procedimento regulamentado.
Gil situou esse episódio no contexto do caso judicial que enfrenta seu irmão, o ex-ministro da Economia Alejandro Gil Fernández, e explicou que o trâmite bancário ocorreu pouco depois de sua destituição e em meio à exposição pública do processo penal.
Relatou que o incidente a afetou “humilhantemente” e a levou até a romper temporariamente o contato com familiares em Cuba, uma reação que mais tarde qualificou como impulsiva após saber que a revisão havia concluído sem objeções às suas contas.
Durante a entrevista, a apresentadora —residente nas Canárias— reiterou que não se beneficiou da posição do seu irmão e defendeu sua trajetória profissional e sua situação econômica atual na Espanha, negando veementemente ter atuado como laranja.
Afirmou que jamais recebeu favores ou recursos provenientes do poder político e que seu patrimônio pode ser auditado.
Como marco de suas declarações, Gil descreveu o processo contra seu irmão: recordou que o Ministério Público imputa a ele, entre outros, espionagem, malversação, corrupção, evasão fiscal, lavagem de ativos e falsificação de documentos, com uma pedido de prisão perpétua; e denunciou o secretismo com que —na sua opinião— o caso tem sido tratado desde sua destituição (fevereiro de 2024) e a posterior nota do Telejornal que informou sobre a abertura da investigação penal.
Sustentou ainda que não tem detalhes sobre outros indiciados e que a família soube oficialmente da detenção um mês depois de afastá-lo do cargo.
Nesse contexto, insistiu que Alejandro Gil deve responder perante a justiça por aqueles crimes econômicos que forem comprovados, mas rejeitou que ele seja convertido em “bode expiatório” por decisões adotadas de forma colegiada nas mais altas esferas.
También se mostró crítica com a possibilidade de um julgamento a portas fechadas, reivindicou transparência e afirmou temer pela vida de seu irmão na prisão, ao citar informações familiares sobre seu deterioro físico.
A confirmação de que suas contas foram investigadas sob protocolos de combate à lavagem de dinheiro acrescenta um componente ao impacto colateral do processo contra o ex-ministro: segundo María Victoria, as repercussões não se limitam ao acusado, mas também afetam seu círculo familiar, tanto em Cuba quanto no exterior, em um cenário em que —afirma— a exposição midiática e a pressão institucional multiplicam os efeitos pessoais e profissionais do caso.
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