Mais de 1.100 MW de déficit e Oriente desconectado: O mapa do apagão em Cuba

Cuba enfrenta apagões após o furacão Melissa, com mais de 1.100 MW de déficit. A região oriental está sem conexão elétrica, agravando a crise energética devido a danos, falta de combustível e manutenção.

Apagão em Cuba (imagem de referência)Foto © CiberCuba, imagem recriada com IA

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Cuba enfrenta nesta sexta-feira uma nova jornada de apagões generalizados, com um déficit estimado de mais de 1.100 megawatts (MW) e a região oriental completamente desconectada do Sistema Elétrico Nacional (SEN) após a passagem do furacão Melissa.

A Unión Nacional Eléctrica (UNE) informou que o serviço elétrico foi afetado durante todo o dia de quinta-feira e continuou interrompido na madrugada de hoje.

A máxima afetacão por déficit de capacidade de geração atingiu 1.283 MW às 19h10. Além disso, foram relatados 640 MW fora de serviço nas províncias, de Las Tunas a Guantánamo, devido aos danos causados pelo ciclone.

A produção dos 21 novos parques solares fotovoltaicos localizados nas zonas ocidental e central foi de 1.241 MWh, com uma potência máxima entregue de 212 MW, cifra insuficiente para compensar as perdas na geração térmica e distribuída.

Às seis da manhã, a disponibilidade do SEN era de 1.410 MW frente a uma demanda de 1.828 MW, o que deixou 528 MW afetados por déficit de capacidade. Para o horário do meio-dia, a afetacao estimada subia para 700 MW.

Entre as principais ocorrências do sistema estão a avaria na Unidade 2 da Central Termoeléctrica (CTE) Felton, assim como as manutenções programadas na Unidade 2 da CTE Santa Cruz e na Unidade 4 da CTE Carlos Manuel de Céspedes, em Cienfuegos. No total, 595 MW permanecem fora de serviço devido a limitações na geração térmica.

A UNE também informou sobre problemas devido à falta de combustível e lubrificante: 58 centrais de geração distribuída estão fora de serviço, o que representa 447 MW, e outros 155 MW estão indisponíveis por falta de lubrificante. No total, 602 MW estão afetados por essa razão.

Para o horário de pico, estima-se a entrada de 50 MW de geração distribuída atualmente interrompida por falta de combustível. Com isso, a disponibilidade seria de 1.460 MW frente a uma demanda máxima de 2.530 MW, o que deixaria um déficit de 1.070 MW e uma afetacão estimada de 1.140 MW.

A situação é especialmente grave no leste do país, onde a UNE confirmou que as províncias de Las Tunas até Guantánamo permanecerão sem eletricidade por pelo menos 15 dias, devido aos severos danos estruturais causados pelo furacão Melissa nas linhas de transmissão.

Segundo o jornal Agora, de Holguín, os técnicos detectaram danos severos na infraestrutura que conecta as províncias orientais com o sistema nacional, o que impede uma restauração imediata do serviço.

A empresa estatal destacou que a recuperação dependerá das condições climáticas e da disponibilidade de recursos técnicos, o que pode prolongar ainda mais o prazo previsto.

Na Havana, a relatou uma afetacão máxima de 158 MW às 19h40 de quinta-feira, com o serviço restabelecido às 23h00 e sem interrupções durante a madrugada.

O país continua enfrentando uma profunda crise energética que combina falhas, falta de manutenção, escassez de combustível e uma infraestrutura deteriorada, agravada pelo impacto do furacão Melissa no leste cubano.

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