Dirigente do PCC em Guantánamo convoca um "movimento popular" para proteger os telhados diante do furacão Melissa

O dirigente Yoel Pérez García insta a comunidade de Guantánamo a proteger as casas diante do furacão Melissa. Enfatiza-se a autoproteção e a solidariedade, destacando a falta de apoio estatal concreto.

Defesa Civil de GuantánamoFoto © Facebook / Venceremos

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O presidente do Conselho de Defesa Provincial, Yoel Pérez García—dirigente do PCC no território—convocou a impulsionar um "movimento popular" para proteger telhados, portas e janelas de residências e instituições, diante da iminente ameaça do furacão Melissa.

Segundo o mensagem transmitido nas redes sociais oficialistas, o funcionário chama a ter a solidariedade como “principal estratégia” para reduzir as afetações do furacão.

A orientação inclui, além disso, criar reservas de alimentos e água em cada município e priorizar os serviços de higienização e a atenção médica antes, durante e após o evento, segundo a mensagem oficial difundida na província.

Captura do Facebook

O plano contempla uma evacuação massiva em duas modalidades: 108.000 pessoas se alojarão em casas de familiares e conhecidos, enquanto outras 36.000 serão protegidas em centros escolares habilitados para esse fim no município de Guantánamo.

O chamado enfatiza a autoproteção comunitária e na capacidade dos vizinhos para assegurar suas residências e se abastecer, sem que no comunicado sejam detalhados reforços materiais específicos, cronogramas de reparação de coberturas ou distribuições de recursos estatais em grande escala.

Captura do Facebook

Esse ênfase em que seja a população quem “se organize” e “se proteja” coloca novamente em destaque um contraste recorrente em situações de risco: enquanto as autoridades apelam à responsabilidade social e à solidariedade, cresce a expectativa de que seja o próprio Estado quem proteja os cidadãos com meios, logística e soluções estruturais sustentáveis.

Em paralelo à preparação comunitária, a Defesa Civil insiste que a higienização de espaços e a disponibilidade de serviços médicos são determinantes para evitar surtos e complicações sanitárias posteriores às chuvas, ao mesmo tempo em que reitera a necessidade de garantir água e alimentos nas residências e nos centros de proteção temporária.

O furacão Melissa continua ganhando força no Caribe e já alcança ventos máximos sustentados de 150 quilômetros por hora, segundo o mais recente informe do Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O organismo avisou este sábado que o sistema “está começando um processo de rápida intensificação” e pode se tornar um furacão de categoria maior nas próximas horas, enquanto se aproxima perigosamente da Jamaica e do leste de Cuba.

O NHC localizou o centro do ciclone a 16.6 graus norte e 75.5 oeste, a cerca de 210 quilômetros a sudeste de Kingston, Jamaica, e 405 quilômetros a sudoeste de Porto Príncipe, Haiti, deslocando-se lentamente para o oeste a 6 km/h.

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