Uma jovem cubana respondeu de forma contundente a um internauta que a criticou por usar uma pulseira de santeria em um vídeo publicado no TikTok.
“E a pulseira de santera na mão… Procura Deus e pare de estar matando galinhas e cabras”, escreveu o usuário, o que provocou a reação da jovem, que não hesitou em defender suas crenças religiosas.
“Senhor, busque a Deus em primeiro lugar, para que Ele cure todo esse ódio que você tem em seu coração, que o leva a comentar coisas feias sobre pessoas que nem conhece", expressou com firmeza.
A jovem destacou que cada pessoa tem o direito de viver sua fé sem ser julgada pelos outros: “Se você estivesse em paz consigo mesmo, se fosse tão crente em Deus, não estaria aqui nas redes criticando os outros nem falando sobre a religião das pessoas”.
“Busque de você primeiro, e depois eu busco”, sentenciou, em uma mensagem que gerou diversas reações entre os usuários.
Em Cuba, a santeria faz parte das tradições religiosas mais enraizadas, embora não esteja isenta de controvérsias nem de preconceitos, especialmente nas redes sociais, onde costumam se confrontar visões religiosas distintas.
Perguntas frequentes sobre a santeria e a resposta dos cubanos às críticas nas redes sociais
Por que a santeria é uma prática comum em Cuba?
A santeria é uma das expressões mais enraizadas da espiritualidade popular em Cuba, com profundas raízes culturais. Suas cerimônias, divindades e ritos fazem parte do tecido cultural de muitas comunidades cubanas, tanto na ilha quanto na diáspora.
Quais são as críticas mais comuns à santeria nas redes sociais?
As críticas mais comuns à santeria nas redes sociais geralmente vêm de usuários com crenças religiosas diferentes, que associam essa prática a sacrifícios de animais e a rotulam como uma religião primitiva. Essas críticas refletem, na maioria das vezes, preconceitos e falta de compreensão sobre as tradições religiosas cubanas.
Como respondem os praticantes da santería às críticas nas redes sociais?
Os praticantes da santería costumam responder às críticas defendendo seu direito de praticar suas crenças sem serem julgados. Argumentam que cada pessoa tem o direito de viver sua fé em paz, e que os comentários depreciativos refletem mais ódio ou ignorância do que uma crítica construtiva.
Existem debates internos sobre a santeria, especialmente na diáspora cubana?
Sim, dentro da diáspora cubana, especialmente nos Estados Unidos, existe um debate sobre a comercialização da santeria. Alguns praticantes criticam os altos preços cobrados pelas cerimônias, defendendo a manutenção dos princípios de humildade e acessibilidade que são fundamentais na religião.
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