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Cubanos nas redes sociais responderam indignados ao ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez, que afirmou durante o 58º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos que Cuba se manteria firme em sua “criativa e abnegada resistência”, defendendo a soberania nacional e os princípios do Estado socialista.
O funcionário assegurou que "a voz de Cuba continuará sendo ouvida em defesa da plena dignidade do homem", destacou o portal oficialista Cubadebate no Facebook.
No entanto, a publicação gerou respostas iradas de vários cubanos, que não demoraram a criticar o que percebem como um contraste entre as declarações de Rodríguez e a dura realidade que o povo da ilha enfrenta: "É fácil pedir resistência quando se vive com todas as comodidades", sublinharam.
Alguns cidadãos questionaram a autenticidade dos chamados à resistência, apontando a desconexão entre os dirigentes e as dificuldades diárias que a população enfrenta.
"Este Bruno deveria ser colocado na Base Naval de Guantánamo, colocando o povo cubano para resistir, enquanto eles vivem como capitalistas. É fácil pedir resistência quando se vive com todas as comodidades", opinou um dos críticos.
Outros expressaram sua frustração ao considerar que os líderes não são exemplos de resistência, mas sim que desfrutam de uma vida de privilégios.
"A criatividade é nula, e não é digno que a resistência tenha que ser apenas do povo; os dirigentes devem ser os primeiros exemplos de resistência, e se olharem bem, perceberão que não o são", afirmou um cidadão.
Jorge Vega Ramos foi mais direto: "Que cara mais dura, enquanto matam em vida a maioria do povo, falam de resistência, enquanto eles vivem melhor que os milionários. Mas os que resistimos somos o povo. Vocês vivem uma vida plena."
Luis Hernández Batista, por sua vez, chamou os funcionários de “hipócritas” e denunciou que enquanto o povo sofre com a miséria, os dirigentes usufruem de “barriga cheia”, dando lições a partir de suas posições confortáveis.
"Desde suas comodidades, não sabem o que é sofrer apagões de 23 horas por dia nem viver em carências, qualquer um pode falar de resistência quando tem todas as suas necessidades atendidas", comentou.
Outros cubanos afirmaram que os termos resistência e criatividade se tornaram insuportáveis para a população, que não tem outra alternativa a não ser suportar a realidade em um regime autoritário e totalitário.
"A criatividade e a resistência morreram, e nem carro funerário para enterrá-los. Por isso cheiram tanto", resumiu uma internauta.
Perguntas frequentes sobre a resistência em Cuba e as declarações de Bruno Rodríguez
Quais críticas geraram as declarações de Bruno Rodríguez sobre a resistência em Cuba?
As declarações de Bruno Rodríguez sobre a resistência em Cuba foram criticadas por sua desconexão com a realidade do povo cubano. Muitos cidadãos consideram que os líderes desfrutam de privilégios e não enfrentam as mesmas dificuldades que a população, o que torna seus apelos à resistência hipócritas.
Como responde a população cubana aos apelos do governo para resistir?
A população cubana respondeu com indignação aos chamados do governo para resistir, apontando que a resistência deveria ser um exemplo que os próprios dirigentes deveriam dar. Os cidadãos criticam a desconexão entre as palavras dos líderes e as duras condições de vida que enfrentam diariamente.
Qual é o impacto da abordagem do governo cubano na qualidade de vida de sua população?
O enfoque do governo cubano, que se concentra em manter seu modelo ideológico, impacta negativamente na qualidade de vida da população. Isso se traduz em problemas como apagões prolongados, escassez de alimentos e medicamentos, e uma economia estagnada que não oferece soluções eficazes para as necessidades básicas dos cidadãos.
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