Cubana denuncia calvário por certificado de óbito de seu marido

Desde a morte de seu esposo Alberto Rojas Ortega por Covid-19, ela está imersa em um labiríntico processo de trâmites morosos e já não sabe mais o que fazer.

Atendimento médico a pacientes com coronavírus (Imagem referencial)Foto © Facebook/Dirección Provincial de Salud, Pinar del Río

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A cubana Carmen Raquel Panizo Villares denunciou o calvário que vive há mais de um mês para obter o certificado de óbito do seu esposo, que faleceu no Instituto Pedro Kourí (IPK) em setembro último em Havana por coronavírus.

Desde a morte de seu esposo Alberto Rojas Ortega, ela está mergulhada em um labiríntico processo de trâmites morosos e já não sabe mais o que fazer para obter o referido certificado oficial, segundo expôs Panizo Villares em uma carta enviada ao jornal oficialista Juventud Rebelde.

Após a morte de Rojas Ortega no IPK, entregaram-lhe um cartão nos serviços funerários com os dados necessários para elaborar o referido certificado.

Depois, na funerária Moderna, em Luyanó, recolheu os restos cremados de seu esposo em Santiago de las Vegas e informaram que no Registro Civil de Boyeros poderia solicitar o certificado de óbito.

De acordo com a carta de Panizo Villares, no dia 18 de outubro ele solicitou o certificado no referido escritório do município de Boyeros, e lhe “disseram que voltasse para buscá-lo no dia 27 de outubro”, mas “fui e não estava”.

"Me deram a data para 8 de novembro e também não apareceu. A próxima data foi 16 de novembro, e nada," relatou, além disso.

Igual disse que “nesse intervalo eu fui ao funeral e me disseram que o tinham cremado em Berroa, que eu deveria ir ao Registro Civil de Guanabacoa”, mas lá lhe disseram que também não estava, “que tinha que ser em Boyeros”.

Panizo Villares, neste ponto em que se encontra, disse: “já não sei o que vou fazer”.

Ela precisa da certidão de óbito do marido para poder iniciar outro procedimento com o qual vai unificar a aposentadoria dela com a dele, mas sem esse documento não consegue fazer este nem nenhum outro trâmite para organizar legalmente sua vida na viuvez.

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