Denunciam péssimas condições de uma funerária em Las Tunas: “Velaram o falecido com lanternas”

Segundo o denunciante, os trabalhadores funerários em Cuba realizam uma tarefa titânica em meio a essas condições extremas.

Entierro sin electricidad en Las Tunas © Facebook/Albert Rodríguez
Enterro sem eletricidade em Las TunasFoto © Facebook/Albert Rodríguez

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Em meio a um contexto de profunda crise em Cuba, as funerárias e os velórios não escapam à difícil situação.

Uma denúncia vinda da localidade de Guayabal, no município tunero de Amancio Rodríguez, revela as deploráveis condições em que ocorreu o velório de Gustavo Escalona Varona, conhecido como "Gustavito", que faleceu em decorrência de uma enfermidade hepática no Policlínico com Serviços de Hospitalização "Luis Aldana Palomino".

Captura do Facebook/Albert Rodríguez

Segundo o internauta Albert Rodríguez, o velório teve que ser realizado em uma funerária sem fornecimento de energia elétrica, utilizando lanternas e lâmpadas recarregáveis dos vizinhos para iluminar o local.

De acordo com Rodríguez, as condições precárias do local não apenas causaram indignação, mas também obrigaram a interromper o velório e a realizar o sepultamento do falecido às 3:00 da manhã devido à rápida decomposição do corpo.

“Mas além da lamentável perda de um ser muito querido pelos guayabaleros, à dor se junta a manifesta incapacidade dos desgobernantes de garantir um último adeus com dignidade aos falecidos”, escreveu Rodríguez no Facebook.

Captura do Facebook/Albert Rodríguez

O denunciante qualificou a situação como um reflexo da decadência do sistema e questionou o uso dos recursos por parte das autoridades.

"Se tivessem economizado os milhares de litros de combustível gastos pelo Rei do Ajonjolí para a produção de 150 litros de óleo de gergelim, com certeza seria o suficiente para que a funerária tivesse sua planta elétrica. Mas são coisas que Liborio nunca vai entender", acrescentou em sua mensagem.

Apesar da indignação generalizada, Rodríguez reconheceu o trabalho dos funcionários da funerária, que, segundo ele, realizam uma tarefa titânica em meio a essas condições extremas.

Em setembro passado, uma cubana denunciou publicamente a falta de recursos no sistema funerário, após ter esperado 11 horas pela coleta do corpo de um familiar falecido em Holguín.

Segundo relatou, a demora se deveu à escassez de transporte e combustível, uma situação que afeta constantemente a operacionalidade desses serviços essenciais na ilha.

Além disso, em novembro, um caso em Mayabeque mostrou como um falecido teve que ser levado para seu enterro em um carro de bois devido à falta de transporte adequado.

Este fato foi qualificado como uma "vergonha nacional" e provocou um forte repúdio social, evidenciando mais uma vez a incapacidade das autoridades em garantir um mínimo de dignidade nessas circunstâncias.

Perguntas frequentes sobre a crise nos serviços funerários em Cuba

Quais são as condições atuais das funerárias em Cuba?

As funerárias em Cuba estão em condições deploráveis, como se evidencia na denúncia de uma funerária em Las Tunas, onde foi realizado um velório com lanternas devido à falta de eletricidade. A crise econômica e a ineficácia do governo resultaram em um deterioro significativo nos serviços funerários, afetando a dignidade dos falecidos e de suas famílias.

Como a escassez de recursos está afetando os serviços funerários em Cuba?

A escassez de recursos, como combustível e transporte, tem levado a situações extremas, como a necessidade de usar caminhões de caçamba para transportar corpos em Santiago de Cuba. A falta de veículos funerários e materiais básicos está causando atrasos e grande desconforto entre a população. Casos de corpos aguardando horas para serem recolhidos são cada vez mais frequentes, refletindo a grave crise no sistema.

Qual é o impacto da crise funerária nas comunidades cubanas?

A crise funerária está causando um profundo impacto emocional e social nas comunidades cubanas. Famílias inteiras enfrentam a angústia de não poder proporcionar uma despedida digna a seus entes queridos. A indignação e a dor são acentuadas pela falta de resposta e sensibilidade das autoridades frente a essas situações. A rápida decomposição dos corpos e a necessidade de recursos para os sepultamentos geraram uma série de denúncias públicas.

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