Identificam mulher presa em Santiago de Cuba após exigir atendimento médico

A mulher que foi retirada de forma violenta de um policlínico em Santiago de Cuba, após exigir atendimento, foi identificada como Reina Valet Poll.


A senhora com deficiência mental que foi agredida pela polícia ao ser retirada de um policlínico em Santiago de Cuba foi identificada como Reina Valet Poll, uma ex-trabalhadora do setor de saúde.

A mulher, de 50 anos, sofreu um acidente que lhe deixou várias sequelas físicas, divulgou o comunicador Yosvany Mayeta no Facebook.

Captura Facebook / Yosvany Mayeta

Valet, que anteriormente trabalhava como fisioterapeuta no policlínico de Vista Alegre, agora tem placas de titânio na cabeça devido a um acidente, conforme mencionado em uma mensagem dirigida a Mayeta.

Além disso, a senhora agredida pela polícia cubana está com problemas nervosos, sofreu uma isquemia e está mancando.

“Não é justo que a polícia bata em uma pessoa doente”, diz a publicação, que também ressalta que ela deveria estar internada recebendo atendimento médico.

“É a primeira coisa que os médicos devem fazer antes de chamar a polícia”, opinou a pessoa que escreveu a mensagem.

"Que uma pessoa esteja sem tratamento médico por causa de um regime que não é forte em nada, e esteja agressiva por não ter essas pílulas, não justifica a forma violenta com que a senhora Poll foi tratada", argumentou Mayeta na publicação.

Por fim, o comunicador enfatizou que a atuação desses agentes policiais deve ser analisada e convidou as autoridades da província a que "tomem medidas a respeito".

O incidente ocorreu na noite deste sábado no Centro Urbano José Martí da cidade oriental. A mulher ficou agressiva ao perceber que não estava recebendo atendimento médico.

A situação fez com que o pessoal da saúde chamasse a polícia para que assumisse o controle.

O comunicador Mayeta publicou um vídeo onde se observa a mulher pedindo para ver a remissão para onde está sendo levada, mas tanto a polícia quanto o pessoal de saúde se negam a informá-la.

“No final deste lamentável incidente, a polícia opta por agredi-la dentro de uma pequena sala de consulta, tentando imobilizá-la, pensando que ninguém veria ou gravaria esta cena deplorável que, graças a Deus, podemos ver hoje e ser denunciada por nossa página”, alertou Mayeta.

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