Cubano com deficiência visual pede ajuda ao humorista Limay Blanco para conseguir medicamento

O habanero Jorge Rodríguez precisa de um medicamento para não ficar completamente cego, e o humorista Limay Blanco compartilhou sua preocupação nas redes sociais.

Humorista Limay Blanco. Foto de referencia. © Facebook / Limayblanco Humorista
Humorista Limay Blanco. Foto de referência.Foto © Facebook / Limayblanco Humorista

O comediante Limay Blanco mais uma vez se solidarizou com o sofrimento das pessoas em Cuba e publicou um apelo de um deficiente visual que precisa urgentemente de um medicamento para não ficar completamente cego.

Jorge Rodríguez, de 63 anos e residente no município 10 de Outubro, em Havana, entrou em contato com o humorista por meio de um e-mail, explicando a urgência de conseguir um medicamento chamado timolol para evitar a perda total da visão em seu único olho funcional, publicou Blanco no Facebook.

Captura do Facebook / Limayblanco Humorista

“No ano de 2020, devido à escassez de medicamentos e à falta de acesso à dorzolamida com timolol, perdi quase completamente a visão do único olho que me resta”, explicou o senhor, que denunciou que a situação afeta as pessoas com glaucoma, pois não conseguimos controlar a pressão ocular.

Ambos os fármacos são utilizados para tratar o glaucoma, uma condição que afeta a pressão intraocular no olho.

Em meio a uma escassez de medicamentos que afeta sensivelmente as pessoas mais velhas, Rodríguez lamentou mais uma vez não ter o fármaco: “Pergunto-me se, por meio da sua gestão humanitária e com a ajuda de Deus, seria possível obter dorzolamida com timolol ou, na falta desta, apenas timolol, já que tenho acesso à dorzolamida por outro lado”, ressaltou Rodríguez.

"Minha preocupação é profunda, pois dependo de uma bengala para me deslocar e essa situação dificulta enormemente meu dia a dia", expressou, muito aflito, o senhor que há anos luta contra o glaucoma e a incapacidade do governo em garantir os medicamentos que necessita.

O lamentável panorama da escassez parece não ter fim. O governante cubano Miguel Díaz-Canel, em março último, confirmou que as farmácias continuarão desabastecidas e que persistirá a falta de dezenas de produtos do quadro básico de medicamentos.

"Perante a falta de insumos e medicamentos, a melhor resposta que podemos oferecer à nossa população em tempos tão difíceis é a qualidade dos serviços. Com carências, nós as teremos; continuaremos a enfrentar a falta de medicamentos", afirmou em uma reunião com funcionários do setor de Saúde.

Uma das alternativas desesperadas que o regime implementou foi prorrogar, até o próximo 30 de junho, a importação sem caráter comercial, isenta de tarifas, de alimentos, artigos de higiene, medicamentos e insumos médicos, sem limites de valor.

A esperada medida foi anunciada em um dos momentos mais cruciais e tensos do país, onde a crise econômica, social e política se agravou devido à crescente escassez de alimentos, à inflação e ao aumento das apagões, que intensificaram as dificuldades da população.

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